Às vésperas de desembarcar no Brasil na última quarta-feira, onde faria um show durante o Rock in Rio, Lady Gaga revelou em seu Twitter ser portadora de fibromialgia – doença crônica que causa dores intensas e fraqueza muscular. Ela já havia comentado em suas redes sociais ser portadora de uma síndrome, mas essa foi a primeira vez que abriu o jogo. De acordo com uma nota divulgada pelos agentes dela nessa segunda-feira, a dona do hit “Born This Way” segue em tratamento e cancelou também sua turnê europeia. Glamurama foi conversar com o fisioterapeuta Fábio Akiyama, que explicou um pouco mais sobre essa doença e como tratá-la. À entrevista!

Glamurama – O que é a fibromialgia?
Dr. Fábio Akiyama – É uma síndrome clínica que se manifesta principalmente com dores difusas pelo corpo. É muito difícil definir esses incômodos que ocorrem no sistema muscular ou no articular, podendo ter sintomas nos dois sistemas ao mesmo tempo.

Glamurama – Quais os sintomas?
Dr. Fábio Akiyama – O paciente geralmente relata que há dor em todo o corpo. Geralmente, podem vir acompanhadas de um cansaço muito grande e sem precedente e também um sono que não é nada reparador e, em boa parte dos casos, há relatos de pessoas que acordam ainda mais cansados. A fibromialgia pode vir acompanhada de outros sintomas psicológicos como perda de memória, ansiedade, dificuldade de concentração e tontura, além de sintomas físicos mais raros como dormência e formigamento acompanhado de alterações intestinais.

Glamurama – Quais as causas?
Dr. Fábio Akiyama – A doença não tem uma causa definida, mas estudos recentes apontam que é como se a pessoa se tornasse mais sensível aos estímulos dolorosos, como se o próprio sistema nervoso da pessoa a fizesse sentir mais dor. Em grande parte dos casos, para não se dizer em todos, a fibromialgia aparece após grandes traumas, seja emocional ou psicológico, físicos ou até mesmo uma grande infecção ou agente tóxico. A causa e os mecanismos que provocam fibromialgia não estão perfeitamente esclarecidos pela medicina. Acredita-se que alguns fatores possam agravar a doença, tais como estresse. Diminuição de serotonina e outros neurotransmissores provocam maior sensibilidade aos estímulos dolorosos e podem estar implicados na diminuição do fluxo de sangue que ocorre nos músculos e tecidos superficiais encontrados na fibromialgia. A partir deste ponto, o paciente pode começar a desenvolver um quadro depressivo motivado pelas disfunções bioquímicas.

Glamurama – Como tratar?
Dr. Fábio Akiyama – A doença prejudica a qualidade de vida e o desempenho profissional, motivos que plenamente justificam que o paciente seja levado a sério em suas queixas. Como não existem exames complementares que por si só confirmem o diagnóstico, a experiência clínica do profissional que avalia o paciente é fundamental para o sucesso do tratamento. Desde a década de 80, pesquisadores têm se interessado pela fibromialgia. Vários estudos foram publicados, inclusive critérios que auxiliam no diagnóstico dessa síndrome, diferenciando-a de outras condições que acarretem dor muscular ou óssea. A boa notícia é que existe uma técnica chamada microfisioterapia, que foi desenvolvida por franceses e permite avaliar o ritmo vital dos órgãos e tecidos através de micro toques, procurando perdas de vitalidade e a causa desses desequilíbrios. Além disto, estimula o corpo para que se auto regule e assim possa reencontrar a saúde.

Glamurama – Quais as sequelas?
Dr. Fábio Akiyama – Essas agressões primárias deixam cicatrizes que ficam armazenadas nos tecidos, atrapalhando o funcionamento e desregulando o ritmo vital. O fisioterapeuta, através de micro palpações, procura pelo corpo onde essa “cicatriz” ficou armazenada e reconhece qual tecido (musculoesquelético, tecido do sistema nervo, pele ou até visceral) teve perda de vitalidade, afetando o funcionamento. O papel do profissional é, então, apresentar para o corpo onde estão localizadas essas feridas para que o próprio organismo as elimine. A cicatriz patológica é o vestígio deixado pelo agente agressor no corpo, que até tenta reparar o problema, mas não consegue eliminar por uma deficiência do sistema imunológico ou porque a agressão foi muito forte. O resultado é um desequilibro de células e tecidos, atrapalhando suas funções e provavelmente gerando sintomas. A microfisioterapia tem um papel fundamental no tratamento da Fibromialgia, podendo eliminar a causa primária e assim gradativamente eliminando os sintomas e diminuindo os focos de dor.

Fonte: https://glamurama.uol.com.br/saiba-o-que-e-e-como-tratar-a-fibromialgia-doenca-que-impediu-gaga-de-baixar-no-brasil/

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